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Multinacional do ramo ferroviário instala-se em Hortolândia

Evento de inauguração foi nesta sexta-feira (25/08), na unidade da empresa, no Jardim Nova Europa

O prefeito José Nazareno Zezé Gomes participou, na manhã desta sexta-feira (25/08), da cerimônia de inauguração da empresa Plasser do Brasil, que acaba de se instalar em Hortolândia. A unidade São Paulo está localizada na Estrada Carlos Roberto Prataviera, s/n, Lote 71, no Jardim Nova Europa, em espaço locado junto à empresa Amsted Maxion. Os secretários Dimas Corrêa Pádua (Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Inovação) e Carlos Augusto César, o Cafu (Governo), acompanharam a cerimônia.

“Com muita alegria e com a presença do embaixador da Áustria, Stefan Scholz, recebemos a Plasser do Brasil. Conversei com o diretor-executivo, Victor Araújo, e ele disse que a empresa completou neste ano 50 anos de Brasil. A unidade de Hortolândia vem ampliar a participação da empresa no mercado brasileiro, que está em expansão. A chegada de uma grande empresa é muito importante para Hortolândia, uma vez que ela garante a geração de novas oportunidades de emprego e renda e colabora diretamente para o aumento da arrecadação do Município. Bem-vinda Plasser do Brasil e muito sucesso nesta jornada, que só está começando!”, afirmou Zezé Gomes.

A expectativa da empresa, que vai investir R$ 60 milhões, inicialmente, é que o investimento chegue a R$ 120 milhões no prazo de um ano. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Inovação, a multinacional gerou 30 empregos diretos em sua chegada ao município. Instalada no Brasil, com sede no Rio de Janeiro, ela é especializada no desenvolvimento e fabricação de máquinas e equipamentos para manutenção e construção de vias férreas.

Hortolândia detém uma importante malha ferroviária gerenciada pela Rumo Logística e abrigava, antes da chegada da Plasser do Brasil, oito empresas de médio e grande porte de produção de trens, vagões, metrôs e monotrilhos, dentre elas CAF, Bombardier e AmstedMaxion, além de outras de reforma de locomotivas.

Dados levantados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Inovação mostram que o setor ferroviário é muito importante para a cidade, tanto em termos históricos e culturais, uma vez que Hortolândia surgiu e cresceu em torno da ferrovia, quanto econômicos. São produzidos, atualmente, 600 vagões/ano, na cidade. No ressurgimento do setor no País, entre os anos de 2010 e 2011, o município já chegou a fabricar cinco mil vagões/ano e a empregar 1.500 trabalhadores em empresas de produção do metrô.

O secretário de Governo, Cafu, ressaltou que a chegada da corporação é uma resposta ao projeto de planejamento da cidade “que não parou de funcionar, mesmo com a crise econômica enfrentada pelo País nos últimos anos”. “O planejamento permitiu que mantivéssemos a evolução de obras e serviços na cidade, sempre priorizando a melhoria da qualidade de vida da população. Várias empresas se instalaram e a vinda da Plasser é a mais recente amostra de que estamos no caminho certo do desenvolvimento”, afirmou o secretário.

“A economia cria nichos de atuação. Hortolândia é um nicho ferroviário. Com o aceno do Governo Federal em dar mais atenção a esse setor, os polos ferroviários começam a receber investimentos. Hortolândia não foge à regra. A Plasser vem se juntar a várias outras empresas que atuam nesse ramo em nossa cidade. É um setor que participa ativamente da história do município. A economia do Brasil reage e a chegada da empresa atesta que o setor ferroviário está dando sua resposta. É mais emprego e renda para nossa população”, ressalta o secretário de Desenvolvimento Econômico, Dimas Pádua.

Sobre a Plasser do Brasil

Segundo o site oficial da empresa, a Plasser do Brasil, fundada em 1973, integra o grupo austríaco Plasser & Theurer. Desde 1980, a empresa tem instalações fabris e administrativas sediadas no bairro de Campo Grande, na cidade do Rio de Janeiro. Fundada em 1953, é especializada no desenvolvimento e fabricação de máquinas e equipamentos para manutenção e construção de vias férreas. A sede está localizada em Viena e com fábrica em Linz. Atualmente o grupo Plasser & Theurer possui 19 empresas coligadas ao redor do mundo, empregando aproximadamente 4.000 pessoas, e tendo fornecido mais do que 16.000 máquinas ao longo do tempo”.

 

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Prefeitura apoia implantação de porto seco em Hortolândia

Proposta esteve em pauta em fórum sobre políticas públicas para o setor ferroviário, realizado na USP

Cidade que surgiu e cresceu em torno da ferrovia, Hortolândia, a antiga “Jacuba”, está pronta para abrigar mais um importante equipamento econômico e viário: um “porto seco”, isto é, uma espécie de estação aduaneira, localizada no interior paulista, capaz de conectar rodovias e/ou ferrovias do Centro Oeste-Sudeste ao porto de Santos e funcionar como centro de transbordo desta carga marítima para o entorno. A proposta, defendida pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Inovação, Dimas Corrêa Pádua, está alinhada com os demais temas debatidos durante o Fórum “Ferrovias em foco: políticas públicas para o setor”, realizado na última quinta-feira (15/06), no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) da USP (Universidade de São Paulo), na capital paulista. 

O município, representado por Pádua e Rodrigo Oliveira, atual secretário adjunto da pasta, foi convidado a participar do evento pelo presidente da Abifer (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária), Vicente Abate. Hortolândia detém uma importante malha ferroviária gerenciada pela Rumo Logística e abriga oito empresas de médio e grande porte de produção de trens, vagões, metrôs e monotrilhos, dentre elas CAF, Bombardier e AmstedMaxion, além de outras de reforma de locomotivas.

Histórica, cultural e economicamente, o setor ferroviário é muito importante para a cidade, como mostram dados levantados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Inovação. Afinal, aqui são produzidos, atualmente, 600 vagões/ano. No ressurgimento do setor no País,  entre os anos de 2010, 2011, o município já chegou a fabricar cinco mil vagões/ano e a empregar 1.500 trabalhadores em empresas de produção do metrô.

A despeito dos números atuais, Pádua se mostra otimista com o que ouviu no fórum. A Rumo anunciou o investimento de R$ 35 bilhões para a área ferroviária, R$ 11 bilhões (até 2035) especificamente para o município, onde a empresa já havia anunciado e pactuado com a Prefeitura a construção de um viaduto sobre a estrada de ferro que ligará a Avenida São Francisco (Vila Real) à Santana (Jardim Amanda), a ser entregue até 2024. Além disso, a malha ferroviária brasileira hoje emprega 43 mil pessoas; em 1997, o setor contratava 16 mil trabalhadores, o que mostra um crescimento.

“O evento mostrou a relevância do setor ferroviário para o nosso município, pois além de ter empresas importantes do setor, que produzem vagões, o metrô e o monotrilho, abriga as que reformam locomotivas e é muito importante para a economia local. Um dos focos para políticas públicas para o setor é o modelo de integração de cidades portuárias com cidades com malhas ferroviárias, como é o nosso município. É importante atrair investidores para dimensionar um porto seco aqui, que permita interagir modais de extrema importância para a logística, para o Estado de São Paulo e o nosso País, sendo também importante na geração de emprego e renda para o nosso munícipe. Aguardamos ansiosos a construção do viaduto sobre a linha férrea, que vai interagir de forma mais significativa, entre bairros importantes”, afirma Pádua.

 

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