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Roda de conversa virtual sobre autismo reúne 50 pessoas em Hortolândia

No mês em que o mundo se mobiliza em torno do TEA (Transtorno do Espectro Autista), um debate promovido pela Prefeitura de Hortolândia reuniu cerca de 50 participantes, em uma roda de conversa, para trocar experiências e informações sobre o tema. O evento, intitulado de “Autismo: pelo direito de ser quem é”, foi realizado, na noite da última quarta-feira (14/04), via plataforma Zoom, em razão da pandemia do Coronavírus.

A iniciativa do Departamento de Direitos Humanos e Políticas Públicas para Mulheres da Secretaria de Governo, com o apoio do CMPCD (Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Hortolândia), buscou marcar o Dia Mundial do Autismo, que acontece em dois de abril. Além disso, para chamar atenção para a causa, a Ponte da Esperança também se iluminou de azul, a exemplo do que acontece em outros locais do mundo. 

O encontro reuniu agentes municipais, autistas e pais de pacientes, assim como profissionais e estudiosos da área. No chat de mensagens, uma mãe registrou seu agradecimento: “Quero aqui agradecer o acolhimento dos profissionais da cidade de Hortolândia por ter acolhido minha família. Viemos de São Paulo, com meu filho de 11 anos, sem nenhum diagnóstico. Porém, eu já tinha alguma ideia que ele teria algum transtorno. Em São Paulo, não conseguimos ajuda nem na escola, nem da rede pública de saúde. Graças a Deus, aqui a escola nos apontou a suspeita e nos encaminhou para os locais responsáveis. Hoje ele está bem, se desenvolvendo da melhor forma possível, Agradeço mesmo toda a equipe de inclusão desta cidade”, compartilhou Silvana Bueno.

Ao final da roda de conversa, os participantes registraram em uma “nuvem de mensagens”, as impressões sobre o encontro: aprendizagem, conhecimento, inclusão, maravilhoso, ótimo, importante pra esclarecer, inclusão, acolhimento, esperança e vida foram alguns dos atributos.

Segundo Regina A. dos Santos Loureiro, organizadora do evento, a roda de conversa foi muito satisfatória. Em agosto deste ano, a Administração Municipal planeja realizar um mês de conscientização sobre todas as deficiências. 

Sobre o autismo

Segundo a Revista Autismo, esta é “uma condição de saúde caracterizada por déficit em duas importantes áreas do desenvolvimento: comunicação social e comportamento. Não há só um tipo de autismo, mas muitos subtipos, que se manifestam de uma maneira única em cada pessoa. Tão abrangente que se usa o termo ‘espectro’, pelos vários níveis de comprometimento — há desde pessoas com outras doenças e condições associadas (comorbidades), como deficiência intelectual e epilepsia, até pessoas independentes, com vida comum, algumas nem sabem que são autistas, pois jamais tiveram diagnóstico.”

De acordo com a coordenadora da Educação Especial e Inclusiva da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia, Regina Célia Dias A. Shigemoto, a ONU estima que aproximadamente 1% da população mundial esteja dentro do espectro do autismo, a maioria sem diagnóstico ainda. 

“O que temos observado em Hortolândia, como no mundo, é que, a cada ano, temos um número maior de crianças com diagnóstico do Transtorno do Espectro do Autismo em nossas escolas e também com menor idade. Este fato nos alegra, pois sabemos que, quanto mais precocemente iniciarmos os atendimentos e o convívio escolar, melhor será o desenvolvimento desta criança. Há um esforço grande da rede de atendimentos do município, seja na UBS (Unidade Básica de Saúde), seja no CIER-Saúde (Centro Integrado de Educação e Reabilitação), seja no CAPSij (Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil), seja na rede regular de Ensino, por meio da Coordenação de Educação Especial e Inclusiva. A maioria das crianças com diagnóstico do TEA está incluída na rede regular de ensino. Atualmente 192 crianças participam das atividades escolares e são acompanhadas uma ou duas vezes na semana pelo professor de AEE (Atendimento Educacional Especializado) e algumas são pelo CIER-Saúde e o CAPSij, nas áreas de fonoaudiologia, psicologia e terapia ocupacional”, ressalta a especialista.

Além disso, a Prefeitura disponibiliza, gratuitamente, formação continuada aos professores do AEE e formação esporádica aos profissionais da Educação, via simpósios que acontecem a cada dois anos e palestras pontuais nas escolas, na semana de formação oferecida pela Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia, por meio da Coordenação da Educação Especial e Inclusiva e com parcerias com a Unasp (Centro Universitário Adventista de São Paulo) e o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência.

A Administração Municipal passou a emitir, desde dezembro de 2020, a CIA (Carteirinha de Identificação do Autista). A medida, além de auxiliar familiares e portadores do TEA, em situações de convivência com a comunidade, permitirá ao Poder Público identificar quantos autistas há no município e desenvolver políticas públicas para o segmento.

Algumas dicas para lidar com pessoas com TEA:

• Tenha paciência, persistência, amor e procure compreender o que cada comportamento quer te dizer; 

• Não faça por ele, estimule-o a executar a tarefa; 

• Estabeleça rotina – de preferência visuais; aos poucos, vá acrescentando outras tarefas; 

• Sempre que a rotina for alterada, converse antecipadamente sobre a mudança; 

• Procure descobrir o que o incomoda – sons altos, muitas luzes, sabores de alimentos, multidões etc; 

• Procure descobrir seus interesses; este será o caminho para você se aproximar e ajudá-lo a desenvolver-se; 

• Procure respeitar quando perceber que ele precisa ficar sozinho, ou repetir movimentos ou palavras, compreenda que ele utiliza deste comportamento para reequilibrar-se; 

• Brincar de esconde-esconde (aqui você tem que pensar onde seria difícil pra outra pessoa te encontrar, tem que prever acontecimentos); 

• Ofereça brinquedos, jogos diferentes; 

• Mostre-o no espelho; 

• Estimule-o na coordenação motora global, equilíbrio, percepções, sentidos, etc; 

• Construa bonecos com diversos materiais e diversas texturas; 

• Brincar de teatro (cada um é uma personagem e juntos podem construir como ela pensa, age, veste); 

• Jogo de mímica em que um finge que é algo para outro adivinhar (a criança tem que se colocar no lugar da personagem, animais, para imitá-lo);

• Jogo de perguntas para dedução (a criança vai ter que analisar as perguntas para ver qual resposta se encaixa melhor); 

• Planejar programas em família! (pensar no que cada um gostaria, no que pode acontecer e prevenir se pode acontecer algo inesperado como uma chuva… se acontecer, o que fazer?); 

• Adivinhações e enigmas (o que é o que é, qual é a música, qual é o filme, brincar de detetive); 

• Piadas; 

• Ver filmes, desenhos ou novelas juntos para explicar as brincadeiras (senso de humor) e o sarcasmo e também os sentimentos (porque a personagem chorou ou ficou preocupada?); 

• Colocar figuras em ordem para formar uma historinha (previsibilidade); 

• Quebra cabeças (previsibilidade); 

• Jogos de tabuleiros (previsibilidade, esportiva, saber lidar com frustração e espera).

• Jogos geradores de conversas como o Puxa Conversa e o que você faria se... 

• Playmobil (Se colocar no lugar de personagens em castelos, florestas, etc) 

• Vídeo game, tablet (previsibilidade, frustração, persistência – junte-se a ele, não o deixe isolado) 

• Criar funções diferentes para o mesmo objeto (banana vira telefone, vira uma meia lua, etc)

• Desenhar rostos no quadro ou caderno de acordo com o sentimento falado ou a história contada; na escola procure trabalhar sempre que possível dentro do mesmo conteúdo que está sendo oferecido para sala, talvez seja necessário diversificar as estratégias. 

 

Hortolândia terá acesso direto a denúncias de violação de direitos humanos feitas pelo Disque 100 e Ligue 180

Hortolândia poderá, em breve, ter acesso direto e monitorar mais facilmente as denúncias de violação dos direitos humanos, feitas em dois canais públicos nacionais. Após acordo de cooperação técnica firmado entre o MMFDH (Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos) e a Administração Municipal, o Disque 100 e o Ligue 180, serviços gratuitos de âmbito federal, funcionarão de maneira integrada, de modo a agilizar e melhorar o fluxo de recebimento e encaminhamento de denúncias de violações de direitos humanos, dentre elas os de violência contra a mulher, ocorridos no município.

Após a assinatura do convênio, servidores municipais de órgãos envolvidos, dentre eles agentes das secretarias de Governo e de Inclusão e Desenvolvimento Social, bem como membros do Conselho Tutelar, passam por capacitação, promovida pela ONDH (Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos). O treinamento, iniciado em fevereiro deste ano, é ministrado por membros da Ouvidoria Nacional, como Alexandra Silva, assim como pelo próprio ouvidor nacional, Fernando César Pereira Ferreira.

Em razão da pandemia do Coronavírus, a capacitação é realizada de maneira remota, via GoogleMeet, e visa capacitar os usuários do sistema a responder às demandas de violação de direitos humanos, que ingressam no sistema público por meio de canais nacionais. Segundo a Secretaria de Governo, a formação é dividida em três etapas: Módulo I - Gestão de denúncias (como tratar uma denúncia encaminhada ao município de Hortolândia); Módulo II- Gestão de Acessos (como incluir e inativar órgãos e usuários); e Módulo III - Atendimento Receptivo (como iniciar uma denúncia dentro do sistema).

“Nosso objetivo com o termo de acordo técnico é ter uma visão macro das violações de direitos no município. A partir daí, será estabelecido o fluxo de recebimento das denúncias do Disque 100 e do Ligue 180 no Departamento de Direitos Humanos e Políticas Públicas para Mulheres. Então, essas denúncias serão encaminhadas para cada setor da Prefeitura, dentro de sua competência. Disponibilizaremos, junto com a Ouvidoria Nacional, ferramentas de suporte e capacitações”, esclarece Josefa Teixeira, coordenadora do CRAM (Centro de Referência e Atendimento à Mulher) “Debora Regina Leme dos Santos”, órgão da Secretaria de Governo responsável pelo acolhimento de mulheres vítimas de violência. 

“Nosso papel, enquanto Secretaria de Governo da Prefeitura, é acolher as denúncias enviadas da Ouvidoria Nacional, acompanhar, fiscalizar bem como informar os procedimentos que foram adotados, mobilizar a equipe técnica no que for cabível, dentro de cada atribuição e divulgar nos nossos meios de comunicação as várias formas de denúncias”, complementa a assistente social.

A previsão é que, concluído o treinamento, no segundo semestre deste ano inicie o acesso direto às duas centrais nacionais.

Além dos casos ingressantes por meio destes dois canais federais, os canais municipais continuam funcionando normalmente. Um deles é a Ouvidoria Municipal, que pode ser contactada por meio do seguinte link, no portal oficial da Prefeitura: http://ouvidoriageral.hortolandia.sp.gov.br/formulario.php. Além de denúncias e reclamações, ela recebe ainda solicitações, sugestões e elogios. Há também um canal online, lançado em agosto de 2020, para registrar e acompanhar denúncias de violência, acessível neste link: http://direitoshumanos.hortolandia.sp.gov.br/direitoshumanos_usuexterno/direitoshumanos_usuexterno.php . A ferramenta facilita o acesso da população aos serviços do Disque 100 e 180, funcionando como um cadastro em que a denúncia pode ser feita de forma anônima, sem qualquer tipo de identificação.

Disque 100 e Ligue 180

O Disque 100 e o Ligue 180 são serviços gratuitos para denúncias de violações de direitos humanos e de violência contra a mulher, respectivamente. Qualquer pessoa pode utilizá-los para efetuar uma denúncia. Os serviços funcionam 24h por dia, incluindo sábados, domingos e feriados. Além de cadastrar e encaminhar os casos aos órgãos competentes, a Ouvidoria Nacional recebe reclamações, sugestões ou elogios sobre o funcionamento dos serviços de atendimento.

 

Prefeitura reverte parecer contrário e conquista mais de R$ 30 mil em recursos federais para os cofres públicos

Uma boa notícia para os cofres públicos, em Hortolândia. Após várias tentativas e muito empenho, a Prefeitura conseguiu reverter pareceres negativos de prestação de contas e obter o ressarcimento de cerca de R$ 30,6 mil, relativos ao convênio firmado com o Governo Federal para desenvolver no município o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), assinado em 24/06/2010 e concluído em 28/02/2013. 

O PAA versa sobre a compra de gêneros para doação simultânea, por meio da aquisição de produtos agropecuários produzidos por agricultores familiares que se enquadrem no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimentos da Agricultura Familiar) e se destinam ao atendimento de demandas de suplementação alimentar e nutricionais dos programas sociais. Dentre esses programas está o de Segurança Alimentar, realizado pelo Banco de Alimentos de Hortolândia, órgão atualmente vinculado à Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia.

Inicialmente, quando da assinatura do convênio, o valor repassado pelo Ministério da Cidadania foi de R$ 1.104.840,00 e o aportado pela Prefeitura, como contrapartida, foi de R$ 219.430,84. Depois de encaminhados diversos documentos ao Ministério, a Administração Municipal conseguiu reverter a reprovação inicial na prestação de contas. O trabalho junto ao Executivo Federal foi feito por representantes do Departamento de Convênios, Raphael Storer e Sílvia Milaré, juntamente com a Diretora de Segurança Alimentar, Alessandra Sarto, e a gerente de Segurança Alimentar, Cristiane Paz.

Segundo o Departamento de Convênio da Secretaria de Governo, em 30 de março deste ano, a Administração Municipal obteve a aprovação total da prestação de contas, relativa a este convênio, não sendo mais necessária a devolução de quaisquer valores à União. Verificou-se, ainda, que, no momento da primeira prestação de contas, houve equívoco do Ministério e este devolverá à Prefeitura o montante de R$ 30.667,59, a título de ressarcimento.

“O recurso do convênio foi destinado à agricultura familiar, o que significa que a Prefeitura ajudou tanto esses pequenos comerciantes, que forneciam esses alimentos, quanto a população que recebia essa cesta, esses alimentos. Quando teve a prestação de contas reprovada, a Administração Municipal teria que tirar dos cofres um recurso que a gente não disponibilizava na época e retornar isso para o Ministério. Mas, junto com a Diretoria de Segurança Alimentar, conseguimos reverter isso e o Ministério verificou que foi aplicado da melhor forma e cumpriu-se o objetivo do convênio. Observou, também, que, na prestação de contas, havíamos retornado um valor maior ao Ministério. Por isso, estão devolvendo esses R$ 30,6 mil. A Prefeitura vai pode aplicar esse valor em outras áreas, que também sejam prioritárias para o Governo”, esclarece a diretora de Convênios, Sílvia Milaré.

 

Contribuinte pode destinar parte do imposto de renda para fundos sociais do idoso ou da criança e do adolescente de Hortolândia

Quem paga imposto de renda em 2021 pode praticar uma boa ação, destinando a fundos municipais, como o Fumcria (Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) ou o Fundo do Idoso, parte do valor devido ao Poder Público. Até o dia 30 deste mês, prazo final ainda vigente para encaminhar a declaração à Receita Federal, é possível optar pela destinação de recursos a pagar e, deste modo, ajudar entidades de Hortolândia a realizar projetos voltados a idosos ou a crianças e adolescentes da cidade, em situação de vulnerabilidade social. 

Um dos fundos é gerenciado pelo CMDCA (Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente). O outro pelo CMIH (Conselho Municipal do Idoso de Hortolândia). Eles são os canais por meio do qual são captadas doações depois repassadas às entidades assistenciais do município cadastradas (veja abaixo). Dúvidas sobre o uso dos recursos podem ser esclarecidas pelos telefones 3965-1438 e 3909.4440 ou pelos e-mails O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. e O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Ao preencher a declaração do Imposto de Renda, o contribuinte pode escolher o Fundo do Idoso ou do Estatuto da Criança e do Adolescente para o qual quer doar e a esfera de atuação – nacional, estadual ou municipal. No entanto, não é possível escolher uma entidade específica. É necessário escolher o modelo completo da declaração, conferir o valor do imposto devido e confirmar a opção “Doações Diretamente na Declaração”.

No formulário, o contribuinte deverá clicar no botão “novo” e escolher o fundo. Em seguida, deverá informar o valor a ser doado, respeitando o limite de 3% do imposto devido para cada fundo e 6% de doações totais. O programa gerará o Darf, que deverá ser pago até o dia final de entrega da declaração, sem parcelamento.

O projeto social ou fundo beneficiado pela sua doação deverá emitir um recibo que vai servir como comprovante do benefício. Ele deverá ser guardado por cinco anos a partir do primeiro dia útil do ano seguinte ao ano de entrega da declaração.

Para facilitar a destinação de recursos ao fundo, a Prefeitura criou o https://facil.hortolandia.sp.gov.br, uma plataforma gratuita, com versões compatíveis com desktop (computador de mesa), celular e tablet. Para utilizá-la, o primeiro passo é se cadastrar como pessoa física ou jurídica. Além do nome completo, CPF, e-mail e endereço, é preciso fornecer o número do telefone celular. Após isso, é possível navegar pelo portal e, inclusive, simular a destinação de parte do imposto de renda devido, no ano-base 2020.

Confira abaixo as entidades beneficiadas pelo Fumcria:

1. Asbafe (Associação Batista Fruto da Esperança)

2. Casa Betânia da Paz

3. CCSP (Centro Comunitário São Pedro)

4. CCART (Centro de Convivência, Aprendizagem, Reabilitação e Trabalho)

5. Patrulheiros e Guarda Mirim de Hortolândia

6. Moriah (Associação Beneficente Pedra Viva Centro de Treinamento Integral)

7. Casa da Criança Feliz

8. Contato Obras Sociais e Educacionais

9. IESERHR (Instituto Educacional de Assistência Social dos Evangélicos de Hortolândia e Região)

10. Núcleo de Crianças “Vinde a Mim” (ADRA)

11. APM do CIER (Centro Integrado de Educação e Reabilitação “Romildo Pardini”)

12. Sociedades Amigos de Hortolândia

13. Cendefi

14. Instituto Esperançar

 

“Varal de mensagens” motiva idosos a manterem bom ânimo durante a pandemia

Para quem está longe de familiares e amigos, ambientes e atividades favoritas, respeitando o isolamento social, a pandemia pode ser ainda mais desafiadora. A fim de ajudar os idosos de Hortolândia a lidar com este momento e superar os receios trazidos pelo Coronavírus, a Prefeitura lançou, nesta terça-feira (06/04), o projeto “Varal de Mensagens”. A iniciativa é do CCMI (Centro de Convivência da Melhor Idade), programa do Departamento de Direitos Humanos e Políticas Públicas para Mulheres da Secretaria de Governo.

O varal traz mensagens positivas, versículos da Bíblia e outros textos que possam gerar bom ânimo e renovar as forças, inspirando fé e esperança nas pessoas, neste momento de dificuldades e perdas. Junto com a mensagem individual, cada pacotinho tem também uma balinha. A ação é semelhante à do Varal Solidário, realizada em abril do ano passado, que trazia máscaras descartáveis.

Segundo a coordenadora do CCMI Remanso Campineiro, Fernanda Fadiga, a ideia é instalar varais por toda a cidade, nas residências de idosos cadastrados no programa, bem como nas unidades do programa, no Remanso Campineiro e no Jd. Amanda. “Temos o objetivo de instalar em pelo menos 10 locais, inclusive no Centro de Convivência da Melhor Idade do Remanso. Como está acontecendo a vacinação por aqui, temos um público grande que poderá se ‘beneficiar’ com as mensagens deixadas”, comenta a psicóloga. 

O panfleto que divulga a ação explica que “pensando em uma maneira de espalhar amor e acolhimento para as pessoas que circulam pela nossa cidade, a equipe da Melhor Idade Remanso Campineiro e Melhor Idade Jardim Amanda criou o projeto ‘Varal de Mensagens’, uma maneira simples de alegrar as pessoas e reduzir o estresse durante esse período tão difícil que estamos enfrentando. A inspiração veio de outro projeto chamado ‘Varal Solidário’, lançado no ano passado no início da pandemia. Pegue essa mensagem e leia com carinho. Lembre-se de que, em qualquer tempo ou em qualquer circunstância, Deus é maior que tudo”.

Atualmente, o CCMI Remanso Campineiro conta com cerca de 1100 idosos cadastrados, enquanto a unidade do Jd. Amanda tem aproximadamente 500 idosos inscritos.

 

Hortolândia promove debate online sobre autismo na próxima semana

O TEA (Transtorno do Espectro Autista), celebrado mundialmente no dia 02 de abril, estará em pauta, na próxima, em Hortolândia. Haverá um debate no próximo dia 14, via plataforma Zoom, em razão da pandemia do Coronavírus, para discussão do tema. Esta é uma iniciativa da Prefeitura, por meio do Departamento de Direitos Humanos e Políticas Públicas para Mulheres da Secretaria de Governo, com o apoio do CMPCD (Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Hortolândia).

A Administração Municipal passou a emitir, desde dezembro de 2020, a CIA (Carteirinha de Identificação do Autista). A medida, além de auxiliar familiares e portadores do TEA, em situações de convivência com a comunidade, permitirá ao Poder Público identificar quantos autistas há no município e desenvolver políticas públicas para o segmento.

Para dar mais visibilidade ao tema, a ONU (Organização das Nações Unidas) definiu o dia 02 de abril como sendo o Dia Mundial de Conscientização do Autismo.Nesta data, cartões-postais ao redor do planeta se iluminam de azul para marcar a data, como acontece com o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, representando o Brasil. Em Hortolândia, a Ponte da Esperança também se iluminará de azul para chamar atenção para a causa.

Além disso, no Brasil, pais e apoiadores da causa criaram uma campanha nacional para celebrar a data e conscientizar, usando a hashtag #RESPECTRO nas redes sociais (união das palavras “respeito” + “espectro”) e o tema “Respeito para todo o espectro”.

Segundo a Revista Autismo, esta é “uma condição de saúde caracterizada por déficit em duas importantes áreas do desenvolvimento: comunicação social e comportamento. Não há só um tipo de autismo, mas muitos subtipos, que se manifestam de uma maneira única em cada pessoa. Tão abrangente que se usa o termo ‘espectro’, pelos vários níveis de comprometimento — há desde pessoas com outras doenças e condições associadas (comorbidades), como deficiência intelectual e epilepsia, até pessoas independentes, com vida comum, algumas nem sabem que são autistas, pois jamais tiveram diagnóstico.”

De acordo com a coordenadora da Educação Especial e Inclusiva da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia, Regina Célia Dias A. Shigemoto, a ONU estima que aproximadamente 1% da população mundial esteja dentro do espectro do autismo, a maioria sem diagnóstico ainda. 

“O que temos observado em Hortolândia, como no mundo, é que, a cada ano, temos um número maior de crianças com diagnóstico do Transtorno do Espectro do Autismo em nossas escolas e também com menor idade. Este fato nos alegra, pois sabemos que, quanto mais precocemente iniciarmos os atendimentos e o convívio escolar, melhor será o desenvolvimento desta criança. Há um esforço grande da rede de atendimentos do município, seja na UBS (Unidade Básica de Saúde), seja no CIER-Saúde (Centro Integrado de Educação e Reabilitação), seja no CAPSij (Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil), seja na rede regular de Ensino, por meio da Coordenação de Educação Especial e Inclusiva. A maioria das crianças com diagnóstico do TEA está incluída na rede regular de ensino. Atualmente 192 crianças participam das atividades escolares e são acompanhadas uma ou duas vezes na semana pelo professor de AEE (Atendimento Educacional Especializado) e algumas são pelo CIER-Saúde e o CAPSij, nas áreas de fonoaudiologia, psicologia e terapia ocupacional”, ressalta a especialista.

Além disso, a Prefeitura disponibiliza, gratuitamente, formação continuada aos professores do AEE e formação esporádica aos profissionais da Educação, via simpósios que acontecem a cada dois anos e palestras pontuais nas escolas, na semana de formação oferecida pela Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia, por meio da Coordenação da Educação Especial e Inclusiva e com parcerias com a Unasp (Centro Universitário Adventista de São Paulo) e o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência.

Algumas dicas para lidar com pessoas com TEA:

• Tenha paciência, persistência, amor e procure compreender o que cada comportamento quer te dizer; 

• Não faça por ele, estimule-o a executar a tarefa; 

• Estabeleça rotina – de preferência visuais; aos poucos, vá acrescentando outras tarefas; 

• Sempre que a rotina for alterada, converse antecipadamente sobre a mudança; 

• Procure descobrir o que o incomoda – sons altos, muitas luzes, sabores de alimentos, multidões etc; 

• Procure descobrir seus interesses; este será o caminho para você se aproximar e ajudá-lo a desenvolver-se; 

• Procure respeitar quando perceber que ele precisa ficar sozinho, ou repetir movimentos ou palavras, compreenda que ele utiliza deste comportamento para reequilibrar-se; 

• Brincar de esconde-esconde (aqui você tem que pensar onde seria difícil pra outra pessoa te encontrar, tem que prever acontecimentos); 

• Ofereça brinquedos, jogos diferentes; 

• Mostre-o no espelho; 

• Estimule-o na coordenação motora global, equilíbrio, percepções, sentidos, etc; 

• Construa bonecos com diversos materiais e diversas texturas; 

• Brincar de teatro (cada um é uma personagem e juntos podem construir como ela pensa, age, veste); 

• Jogo de mímica em que um finge que é algo para outro adivinhar (a criança tem que se colocar no lugar da personagem, animais, para imitá-lo);

• Jogo de perguntas para dedução (a criança vai ter que analisar as perguntas para ver qual resposta se encaixa melhor); 

• Planejar programas em família! (pensar no que cada um gostaria, no que pode acontecer e prevenir se pode acontecer algo inesperado como uma chuva… se acontecer, o que fazer?); 

• Adivinhações e enigmas (o que é o que é, qual é a música, qual é o filme, brincar de detetive); 

• Piadas; 

• Ver filmes, desenhos ou novelas juntos para explicar as brincadeiras (senso de humor) e o sarcasmo e também os sentimentos (porque a personagem chorou ou ficou preocupada?); 

• Colocar figuras em ordem para formar uma historinha (previsibilidade); 

• Quebra cabeças (previsibilidade); 

• Jogos de tabuleiros (previsibilidade, esportiva, saber lidar com frustração e espera).

• Jogos geradores de conversas como o Puxa Conversa e o que você faria se.......... 

• Playmobil (Se colocar no lugar de personagens em castelos, florestas, etc) 

• Vídeo game, tablet (previsibilidade, frustração, persistência – junte-se a ele, não o deixe isolado) 

• Criar funções diferentes para o mesmo objeto (banana vira telefone, vira uma meia lua, etc)

• Desenhar rostos no quadro ou caderno de acordo com o sentimento falado ou a história contada; na escola procure trabalhar sempre que possível dentro do mesmo conteúdo que está sendo oferecido para sala, talvez seja necessário diversificar as estratégias.

 

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