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Atitudes positivas ajudam a fortalecer vínculos afetivos durante isolamento social

Atitudes positivas ajudam a fortalecer vínculos afetivos durante isolamento social

Enfrentar o isolamento social é um dos grandes desafios do momento. A medida, no entanto, é uma das mais eficazes para evitar a disseminação do Coronavírus, segundo as autoridades sanitárias. Para que a permanência das famílias em casa seja tranquila, é preciso que as pessoas adotem atitudes e ações positivas e fortalecedoras a fim de preservar o equilíbrio físico, psíquico e emocional.

 

De acordo com a psicóloga da Rede de Atenção Psicossocial da Prefeitura de Hortolândia, Ivanilde Martins Antonelli, manter a saúde mental é tão importante quanto cuidar da saúde física e se proteger da COVID-19. “Faz parte da experiência humana, para crescimento pessoal, exercitar a tolerância e a compaixão. Esta é a hora de cuidar de si, cuidar dos seus e cuidar dos outros”, enfatizou.

 

Entre as dicas para manter a saúde mental e a boa afetividade familiar no período de isolamento social está o cuidado: cuidar de si e dos familiares; cuidar das plantas e do jardim; organizar a casa e os papéis. “Ficar em casa com a família é uma boa oportunidade de estreitar os laços afetivos e aproveitar momentos importantes de diálogo, organização e lazer, coisas que a correria do dia a dia, muitas vezes, impede”, disse Ivanilde.

 

Segundo a psicóloga, o aprendizado em momentos de tensão é importante para a empatia. “Não é tarefa fácil se colocar no lugar do outro. Mas, quando passamos juntos por situações desafiadoras, a tendência é que as relações de afeto se fortaleçam”, justificou.

 

A família da microempreendedora individual Patrícia Martins da Silva, de 33 anos, está em isolamento social desde o dia 13 deste mês. O esposo trabalha de casa, desde então. A filha, de 3 anos, foi dispensada da creche e passa os dias com a família, no apartamento onde vivem, no Jd. Interlagos “O desafio é que temos pouco espaço, mas estamos nos adaptando para que este período seja de paz no nosso lar”, disse.

 

Patrícia conta que restringiu o uso da televisão para evitar notícias sobre o Coronavírus que pudessem causar medo na filha pequena, apesar de toda a família estar atenta às orientações sobre prevenção. “Enquanto meu marido trabalha, descemos no jardim para tomar sol. O parquinho está interditado, mas ainda é possível correr na grama. Depois, voltamos para dentro de casa, onde fazemos atividades juntos. Deixo minha filha participar da escolha das refeições que vamos fazer, desenhamos, brincamos bastante e com coisas diferentes. Fizemos uma cabana usando a mesa da cozinha como apoio para um lençol. Agora, vamos pintar o vidro do box do banheiro com guache, pois a bagunça fica mais fácil de limpar”, disse.

 

“Quero ler alguns livros e incentivar minha filha a ter este hábito. Também quero aproveitar o tempo para cuidar da minha casa. Vou limpar e organizar algumas coisas que precisam de atenção, como vidros e armários. Percebo que quando me ocupo, evito a ansiedade. Estamos conseguindo ter dias tranquilos aqui em casa, apesar de estarmos conscientes da situação que o mundo todo enfrenta”, declarou Patrícia.

 

Internet é aliada

 

Ler livros, brincar, cozinhar, arrumar a casa e assistir filmes são algumas das dicas da psicóloga para aproveitar o tempo em casa e manter uma boa saúde mental. O celular é outro aliado. “A internet deve ser usada a favor das famílias, para aproximar as pessoas que estão longe. Precisamos ter uma preocupação com idosos, pois a recomendação é que eles fiquem afastados das crianças, pelo risco de transmissão de Coronavírus. Isso pode trazer uma angústia a todos. Mas, graças à internet, dá para fazer ligações por vídeo e conversar bastante, diminuindo a sensação de distância física”, orientou Ivanilde.

 

“Pela internet também é possível assistir missas e cultos, acompanhar atividades relacionadas à fé de cada um e receber mensagens de esperança. A oração, a meditação e a espiritualidade fortalecem as pessoas. Nem todos enfrentarão este período de isolamento de uma forma positiva. Por isso, temos que ter empatia e que estar abertos para acolher da melhor forma possível. É importante saber falar, mas também saber ouvir, para que, mesmo de longe, as pessoas se sintam abraçadas”, ressaltou a psicóloga.

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